"Amigo, obra-prima que conta o milagre que acontece toda vez que a vida arruma um modo para aproximar as almas irmãs. Buquê de risos desarmados, olhares que ouvem, abraços que dizem. Árvore frondosa e a sombra dela, onde podemos descansar um pouco, ouvir o canto bom de um passarinho e outro, sorrir para a folha que sabe dançar mesmo quando cai. Lugar de azul macio quando faz sol no coração da gente e quando as chuvas mais fortes alagam nossos olhos. Canção feita de acordes que acordam belezas que às vezes demoram à beça para cantar de novo. Uma ideia feliz do quanto o amor é pura arte."
[Ana Jácomo]
Desde pequena aprendi a importância de contar e ouvir histórias, lá em casa todos contavam e ouviam muitas histórias. Acredito que elas devem sim, ser contadas, e não guardadas nos labirintos da nossa mente, ou em diários velhos no fundo de uma gaveta.
Assim, nós, amigas de longa data, pensamos que nossas histórias dariam uma boa troca de energia por aqui, nesse cantinho da blogosfera.
A Camila (aos poucos vamos nos apresentando) diz que deveríamos começar pelo início, pensei ser um bom ponto de partida. Só tem um problema, seria um longo começo, já que eu e a Andrieli nos conhecemos aos 6 anos de idade (hoje temos 27) e desde então somos amigas. A história da Camila B. e da Ana Flávia começou na segunda série, logo, teríamos uma primeira longa história. Mas vamos lá! Partindo do início, tentando ser breve.
Eu sou a Juliana, e conheci a Andrieli aos 6 anos de idade, na escola. A Camila B. e Ana Flávia se conheceram na segunda série, e as duas conheceram a Ana Luíza na sétima série. Até então eram histórias paralelas.
Aos 15 anos a vida nos juntou. Nós 5 nos encontramos, porque a Camila B. foi estudar na escola em que eu e a Andrieli estudávamos, e nos tornamos amigas. E pela Camila B. conhecemos a Analu e Anafla. Analu também foi estudar conosco no último ano do ensino médio. Nesse ano também veio a Camila C. A Heloísa veio de brinde (rs), ela estudou com a Analu, Anafla e Cami C., e nos conhecemos melhor depois da escola. Ufa! Mais ou menos isso.
A nossa história não é muito diferente de outras amizades que vida construiu pelo mundo a fora, não é mais especial que amizades que eu já pude ver por ai. Nós não fomos escolhidas pra sermos diferentes, nem amigas perfeitas num sentido sobre-humano da palavra. É justamente ai que reside nossa intenção, de ser simples, despretensiosa, de dividir sorrisos, de falar sobre os dias em que não dá pra sorrir. Pensando bem, sempre gostei mesmo das histórias que começam assim, despretensiosas, com gostinho de dia-a-dia, de "isso acontece comigo também".
Então acho que histórias simples, de pessoas procurando se entender, se encontrar pelo caminho da vida, tentando descobrir quem são, podem se tornar muito especiais, depende só de como é contada e de quem as ouve.
Juli Rodrigues


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