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quarta-feira, 3 de junho de 2015

As sete maravilhas do meu mundo

Agora é a minha vez!

Prazer eu sou a Camila, mas nós somos em duas Camila(s) e, para diferenciar eu me tornei a Mila B.
B. de Branco, Branco é sobrenome. Não sei se teve relação, mas eu e a Camila C. nascemos no mesmo ano do lançamento do 1º álbum do Nenhum de Nós, em que o “carro chefe” era a música “Camila, Camila”. Música que eu passei a minha infância e juventude escutando os parentes e amigos cantarem para mim.
Mas e a letra da música tem a ver comigo? Talvez só a parte “Camilaaaaa, Camilaaaaa”, pois quando ouço: “Chorando e esperando amanhecer”, “E eu que tenho medo...” e “mas o ódio cega”, definitivamente essa não sou eu! Mas talvez já tenha sido...
Talvez já tenha me desesperado, tenha deixado o medo tomar conta de mim e tenha alimentado o ódio. Mas agora vivo em paz, busco a plenitude e o equilíbrio emocional, prego e vivo o amor, renuncio ao ódio ou qualquer comportamento e sentimento similar. Mas e o medo? Eu até tenho, mas ah, ele não me faz parar. As dificuldades não me limitam, mas me desafiam a seguir sempre em frente focada no positivo.
E chegar nessa fase só se tornou possível pois ao meu lado eu tive amigas, que quando eu achava que não tinha mais forças para caminhar, elas se tornaram minhas pernas e, quando eu achava que não poderia alcançar um sonho, elas me deram “pezinho” para ficar mais alta (ainda), quando eu quis ir além elas me apoiaram a mergulhar de cabeça.. ah e quando eu quis desistir, elas me ajudaram a encontrar o sentido de tudo isso e a buscar outros caminhos… e entre as idas e vindas, entre as distâncias e entre as prioridades, preferências e estilo de vida de cada uma, nós encontramos um lugar só nosso e o mapa para chegar lá está apenas em nossos corações. Nesse lugar há respeito, amor, cumplicidade, descanso e paz. É o lugar onde estão as pessoas que se tudo der certo elas vibrarão comigo, mas se tudo der errado, elas dirão “estou contigo, vamos recomeçar?”.
Com elas me sinto a pessoa mais rica do universo, me sinto maravilhosa. Nós somos em 7, as sete maravilhas do nosso mundo :)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Sobre nós




"Amigo, obra-prima que conta o milagre que acontece toda vez que a vida arruma um modo para aproximar as almas irmãs. Buquê de risos desarmados, olhares que ouvem, abraços que dizem. Árvore frondosa e a sombra dela, onde podemos descansar um pouco, ouvir o canto bom de um passarinho e outro, sorrir para a folha que sabe dançar mesmo quando cai. Lugar de azul macio quando faz sol no coração da gente e quando as chuvas mais fortes alagam nossos olhos. Canção feita de acordes que acordam belezas que às vezes demoram à beça para cantar de novo. Uma ideia feliz do quanto o amor é pura arte."
[Ana Jácomo]

Desde pequena aprendi a importância de contar e ouvir histórias, lá em casa todos contavam e ouviam muitas histórias. Acredito que elas devem sim, ser contadas, e não guardadas nos labirintos da nossa mente, ou em diários velhos no fundo de uma gaveta.
Assim, nós, amigas de longa data, pensamos que nossas histórias dariam uma boa troca de energia por aqui, nesse cantinho da blogosfera.
A Camila (aos poucos vamos nos apresentando) diz que deveríamos começar pelo início, pensei ser um bom ponto de partida. Só tem um problema, seria um longo começo, já que eu e a Andrieli nos conhecemos aos 6 anos de idade (hoje temos 27) e desde então somos amigas. A história da Camila B. e da Ana Flávia começou na segunda série, logo, teríamos uma primeira longa história. Mas vamos lá! Partindo do início, tentando ser breve.
Eu sou a Juliana, e conheci a Andrieli aos 6 anos de idade, na escola. A Camila B. e Ana Flávia se conheceram na segunda série, e as duas conheceram a Ana Luíza na sétima série. Até então eram histórias paralelas.
Aos 15 anos a vida nos juntou. Nós 5 nos encontramos, porque a Camila B. foi estudar na escola em que eu e a Andrieli estudávamos, e nos tornamos amigas. E pela Camila B. conhecemos a Analu e Anafla. Analu também foi estudar conosco no último ano do ensino médio. Nesse ano também veio a Camila C. A Heloísa veio de brinde (rs), ela estudou com a Analu, Anafla e Cami C., e nos conhecemos melhor depois da escola. Ufa! Mais ou menos isso.
A nossa história não é muito diferente de outras amizades que vida construiu pelo mundo a fora, não é mais especial que amizades que eu já pude ver por ai. Nós não fomos escolhidas pra sermos diferentes, nem amigas perfeitas num sentido sobre-humano da palavra. É justamente ai que reside nossa intenção, de ser simples, despretensiosa, de dividir sorrisos, de falar sobre os dias em que não dá pra sorrir. Pensando bem, sempre gostei mesmo das histórias que começam assim, despretensiosas, com gostinho de dia-a-dia, de "isso acontece comigo também".
Então acho que histórias simples, de pessoas procurando se entender, se encontrar pelo caminho da vida, tentando descobrir quem são, podem se tornar muito especiais, depende só de como é contada e de quem as ouve. 

Juli Rodrigues